Tuesday, January 31, 2006

Hit

Bom, eu falei, tá aí ela pra quem quiser conferir.

"Vou te Excluir do Meu Orkut, novo hit do verão, está disponível no iG Jovem

Uma das novidades já disponível no iG Jovem é a música “Vou te Excluir do Meu Orkut” de autoria de Ewerton Assunção. A canção virou mania na internet e embala os flertes, namoros e principalmente os “foras” e as traições do mundo virtual. Para ouvir a divertidíssima música basta acessar o www.igjovem.com.br.

Depois de cantadas, brigas, sexo e até “chifes” virtuais só faltava mesmo uma trilha sonora para ilustrar os relacionamentos amorosos iniciados na Web. Agora não falta mais".

*Release da Máquina da Notícia.

Monday, January 30, 2006

Trânsito

Final de semana confuso esse, todos esperando a entrada do Ano do cachorro (pelo calendário chinês começou no sábado) pra ver se as coisas se acalmam. De resto, apocalipse now. Uma das minhas amigas é uma nova convertida, tá usando a Bíblia de travesseiro e não larga o terço nem pra comer. Outra virou adepta do sexo livre. Uma terceira perambula por botecos e pastelarias espancando um pandeiro. Também tem a que pressiona psicologicamente a mãe pra lhe fazer picolés de milho. Quanto a mim, dediquei o sábado a uma sessão de "O chamado 2", vendo a Samara entrar e sair do poço e esperando o telefone tocar.
No domingo recebi a visita do meu melhor amigo (que é tipo um espectro, só aparece de vez em quando) e tá na crise dos 30 (achei que isso era coisa de mulher), lamentando ter largado a faculdade pra ser "um motoboy fudido" (palavras dele) porque até então seu projeto de vida era "chafurdar na subcrosta da humanidade" - a vida de filho único razoavelmente bem nascido garantia tranqüilidade pra brincar de estágio não-remunerado entre a bandidagem do baixo Bronx porto-alegrense. Conheceu uma menina popularmente chamada de "a nova Lili Carabina", coisa violenta, e isso deve render umas boas histórias por aqui, qualquer hora dessas. Sobre a falta que lhe faz uma grande paixão, confortei-o lembrando que elas não levam o ser humano a lugar algum senão a ruína. E ele saiu se sentindo muito melhor (meu trânsito astral indica que estou em um momento muito propício a ajudar os amigos).

Saturday, January 28, 2006

Garrafa

Trabalhando às 8h da manhã de um sábado ensolarado ou na noite de um domingo eu me pergunto: porquê não fiz algo assim tipo Ciências contábeis, Análise de sistemas, Filosofia?
Particularmente quando chego à redação e ouço meu editor perguntar "te deitou pra entrar nessa calça?"
A noite passada foi longa (inclusive aprendi a letra de um novo hit que vem por aí, deve substituir a "Festa no apê"..."vou te deletar do meu orkut, vou te bloquear no meu msn, adiciona ele, adiciona ele"*, muito poético) então depois de entrar pra garrafa acordei com a impressão de que as minhas meninges haviam sido irremediavelmente atingidas por alguma coisa séria, gripe aviária talvez, vou visitar o veterinário. Obviamente não dormi às mil maravilhas, eu ouço um fio de cabelo caindo no chão e enxergo as luzinhas da pista de decolagem do Salgado Filho na minha cama. Que por acaso fica do outro lado da cidade. O que faz com que eu inclua mais um item na minha lista de sonhos de consumo. Preciso de um caixão. Moderno, box spring, refrigerado, com purificador de ar, despertador e som ambiental.

*crédito para Bia Caninana, a serpente mais bem-informada sobre inutilidades que eu conheço. Beijão, Bia. E pára um pouco de chocar as pessoas.

Thursday, January 26, 2006

Chacrinha

Estou pensando seriamente em acabar com essa chacrinha.
Vinha muito satisfeita, até então, com meus visitantes finos, educados e interessantes, que eu nem pedi, mas uma força superior muito generosa resolveu me conceder. Gente limpinha, cheirosa, de berço. Mas de uns dias pra cá começou a “farra dos anônimos”, que, além de não contribuírem com nada que preste, ainda “bostam” comentários pejorativos sobre a autora (sem assinar embaixo, óbvio, bunda-mole é assim mesmo). Talvez se trate de um agente infiltrado do sindicato das empacotadoras do Zaffari, quem sabe algum artistazinho de merda que me enviou vários releases e nunca viu nada publicado (ver em Modernos Instrumentos de Tortura), quem sabe um confeiteiro demitido do Armelin (idem), ou uma garotinha quebradiça de cabelos chanel preto ou que chame as amigas de “cara”. Sei lá, e pouco me importa, “ta ligado”?. Já avisei (e pensei ter sido clara) que aqui constarão apenas comentários interessantes de gente interessante. Afinal de contas, eu ainda estou na minha casa, e na minha casa, mando eu. Ou seja, dediquem seu precioso tempo à leitura dos milhares de blogs bacanas(além de revistas, de jornais e de livros, obviamente) que existem por aí e deixem a minha porcariazinha de blog em paz.
Até enchei engraçado (rendeu boas risadas) o rótulo de “pseudo-intelectual”. Juro que, com o conteúdo dos meus textos (e a qualidade dos meus gostos) nunca me passou pela cabeça ter a pretensão de parecer mais que uma pseudo-alfabetizada.
Devo estar batendo um bolão mesmo.

Amigo

Comeco a acreditar que quase tudo (senão tudo) na vida pode ser resolvido com um Lexotan. A gente fica aí se estressando, se perguntando de onde viemos, porquê viemos, pra onde iremos, porquê ninguém nos ama, porquê alguém nos ama, porquê não devemos coçar certas partes na rua, porquê não nascemos com cauda (um trauma que nunca consegui superar), porquê não viemos ao mundo com dois sexos perfeitamente desenvolvidos, e, portanto, auto-suficientes, porquê, porquê, porquê...isso tudo é muito, muito estressante. Concluí que alguns dos momentos mais plenos e reconfortantes que tive na vida foram proporcionados por uma maravilha da ciência de inestimável valor: ele mesmo, o Lexotan. Lacunas de consciência geradoras de picos de criatividade. As verdadeiras "portas da percepção" (um dia conto os meus sonhos, se algum pintor se habilitar, seria ótimo). Enfim, a melhor companhia, o amigo fiel de todas as horas. E vamos perder o preconceito. Imaginem, por exemplo, a magnitude da reforma no sistema penitenciário caso os presos, ao invés de perderem tempo cheirando pó, fumando pedra ou aquela droga de mato fedido, recebessem um Lexotan 6mg ao dia? Nada de confrontos, fim do fogo nos colchões, a profissão de agente penitenciário valorizada e alcançando um status nunca antes imaginado. Uma maravilha! O inventor do Bromazepam deveria levar o prêmio Nobel da paz. Não tirando o mérito do Valium, também. Grace Gianoukas (Terça Insana) lançou a campanha, lembrando Aline Dorel, que deu três lexotans a Jesus Cristo na cruz, porque achou que o cara estava muito pregado e precisava relaxar.

Wednesday, January 25, 2006

Pacote

Nada como uma vida absolutamente desprovida de glamour pra colocar pra correr esses sujeitinhos chatos que colam no pé da gente nas festas e não tem a menor noção de quem somos nós e de quem são eles (os ninguéns). Pretensiosos, esses bonitinhos-mas-ordinários chegam de cantinho com uma conversinha mole supondo-se muito interessantes. Dia desses desenvolvi um método infalível para o rápido desaparecimento dos zé-ruelas, sem chances de remissão. Como num passe de mágica. Depois de suportar as clássicas abobrinhas e gentilmente emitir alguns grunhidos em resposta (e isso já é uma grande coisa, porque minha reação usual é entrar em estado catatônico, eu devia estar bêbada), o fulano em questão perguntou "e o que tu faz" (bem assim, essa gente nem conjuga verbo). Daí falei pra ele, em detalhes, das maravilhas de ser empacotadora do Zaffari Cavalhada, dos tipos diferentes de papel, técnicas de embrulho e de preparação das fitas para presente. Também reclamei da má educação de algumas clientes e contei o quanto estava orgulhosa por ter sido eleita a "Funcionária do mês" e constar naquele quadradinho de papel fuleiro, na parede, com uma foto (normalmente a mais horrorosa que os coitados já tiraram na vida). Provavelmente temendo que eu quisesse contar a mesma história para os amigos dele, que se aproximavam, retrucou dizendo que não acreditava e que eu era "muito bonita e articulada" (aí ele "se puxou") pra ser uma empacotadora. Então aumentei o volume consideravelmente e comecei a chamá-lo de preconceituoso, "só porque sou pobre, não nasci em berço de ouro, não quer dizer que sou burra, eu sou uma guria limpinha, de boa família, meus pais sempre me ajudaram muito, e etc, etc, etc..." . Não tive nem tempo pra lembrar a ele que o Zaffari Cavalhada fica pertinho dos motéis.

Tuesday, January 24, 2006

Crise

Pra não dizer que apenas fiquei com preguiça de escrever no final de semana, tive uma crise residual de distimia (esse é o diagnóstico). Por isso atrolhei o blog com aquelas fotos que quem viu, viu, e quem não viu não vai ver mais. Eram lindas, ai que saudade das fotos. Adorei os comentários também, tenho tido a sorte de receber apenas visitantes bem-educados e gentis, como eu. Mas tudo que é bom dura pouco, a prova é que elas se foram e cá estou eu novamente. Aquela menina que escreveu um recadinho sobre o túmulo do pai, ou as esculturas no túmulo do pai, ou as esculturas do pai (não entendi direito, sorry) poderia me fornecer mais dados a esse respeito, seria bom. Mas, no geral, foi um início de semana com grandes emoções, até revelei a um correspondente ("ótimo saber", disse ele) que não, não sou um travesti. Talvez um extra-terrestre.

ET

Tenho umas amigas que não sabem, absolutamente, reconhecer o valor de uma crítica construtiva. Só porque disse a uma, ontem, que a música que ela ouvia era um lixo, os lugares que freqüenta são um horror e seus amigos uns bêbados chatos (que redundância), ela vociferou como uma besta possuída e disse que, depois de me conhecer, passou a acreditar em extra-terrestres. E continuou, a abusada: "acho que se cortarem teu braço até sangra. Por dois minutos, só pra enganar a torcida. Mas depois que a outra pessoa se vira, o buraco cicatriza que nem nos filmes". A Sessão da Tarde desperta esses pensamentos hostis e ímpetos violentos nas pessoas.

Sunday, January 22, 2006

Momentos sublimes da arte cemiterial I _ Pere Lachaise


Tributo ao Sam


Uma perda irreparável. Sam, eleito três vezes pela internet o "Cão mais feio do mundo" morreu no final do ano passado, aos 15 anos, de insuficiência renal. Muito popular e querido, aparecia em programas de televisão e mantinha seu próprio blog. A maior lacuna deixada no mundo do show business em 2005. Fique com Deus, Sam.

Saturday, January 21, 2006

Paixões

"Onde há pessoas, há problemas. Elimine as pessoas e eliminarás o problema", dizia Stalin e mais alguém.
Mas não é que a estudante aquela, de Cubatão, levou a história a sério mesmo? Matou a colega para ficar com o cargo, ao final do contrato temporário ("você só fica se alguém sair ou morrer", teria dito o empregador), e tentou o segundo homicídio pra ficar perto do amante. Mas que mocinha determinada!
Parece roteiro de filme, melhor, inclusive, que aquele ao qual assisti hoje. Agora à noite passou um clássico para todos os analisados, emboletados, internados, lobotomizados, trepanados e freqüentadores assíduos de sessões de eletrochoque. Um tal de "Distúrbio mortal", uma tradução infame para "Borderline" (os iniciados sabem do que se trata). Aquela coisa do paciente que desenvolve uma fixação pelo psiquiatra, cerca a casa dele, sua família, faz ameaças, ataca e mata de forma bizarra todos os que não compartilharem de sua forma pouco convencional de enxergar a vida. No caso do filme, o cara se apaixona vesgamente pela médica, mas, na vida real, precisa bem menos pra querer fazer o mesmo.

Arte

Juro que me esforço para renovar a minha lista de melhores filmes, mas, do jeito que a coisa anda (fui assistir "A escuridão" hoje) vou mesmo é me agarrar aos clássicos e torcer pra que coisa pior não venha por aí. Preferia ficar mesmo na escuridão. Filme mal-resolvido, confuso, repetitivo, com pretensões a "O chamado" mas que não chega nem a "O grito", outra grande porcaria (quem consegue respeitar fantasmas de olhos puxados?) A boa notícia é que descobri um site que vende raridades em VHS, verdadeiras pérolas. Na lista, o top dos tops, "Fome animal"; também tem "O canibal de Milwalkee"; "Grotesque"; "Incubus"; "Jason vai para o inferno"; o impagável "O dentista" (Brian Yuzna é O cara); "O monstro do armário"; "Noite do espantalho"; "A maldição de Samantha"; e, pra quem curte os europeus (filme de arte, aquela coisa), da Itália tem "O rato humano".
A propósito, vale conferir no cinema, em breve, "Sou feia mas tô na moda", documentário sobre funk narrado pela Deise da Injeção, Tati Quebra-barraco, DJ Marlboro, Vanessinha Pikachu e Bonde do faz gostoso. Deve chegar a Porto Alegre em março. Pura arte, sem engodos. Até porque, depois de visitar a Bianal (assim mesmo*) os parâmetros realmente passam a ser outros."Está na hora de rever os seus conceitos".

*Crédito para "Hotel Básico".

Friday, January 20, 2006

Expedientes

Caro anônimo "rogspivs..."(nem tão anônimo; suspeito ser o responsável pela interrupção de um colóquio amoroso recente, pelo menos conduzida com observações oportunas). Informo-lhe que não costumo usar de expedientes como msn (apresentarei minhas justificativas mais tarde, o que certamente não acarretará resultados que eu classificaria, exatamente, como "positivos" no que diz respeito a relacionamentos interpessoais). Nosso encontro ali se deu unicamente pelo fato de eu estar no lugar errado e no momento errado. Pior para mim. Melhor para os outros. De qualquer forma, a fim de fazer nada eu sempre estou, aí já antevejo um lampejo seu de sensibilidade. Meu email está (deve estar) à disposição em algum lugar por aqui. Caso não o encontre assim (de mão beijada) estou plenamente convencida de que sua obstinação terminará por conduzí-lo ao êxito.
Elogiável presença de espírito, a sua. Seja bem-vindo.

Thursday, January 19, 2006

Barco pirata

Acho que me venderam um anti-histamínico alucinógeno na farmácia (preciso voltar lá). Tô bem doidona. Também não consegui comer muito, então, como é de praxe, devo desmaiar daqui a pouco no Zaffari ou no Nacional, onde inclusive já sou bem conhecida por esses episódios. Me colocarão numa salinha feia como aquelas de interrogatório em filmes de cadeia e debaterão sobre a importância de manter a cabeça levantada...não, abaixada...não, levantada...blábláblá e enquanto isso uuuuooooouuuuu...um barco pirata dentro do cabeção.

Felicidade

Além do vírus e do banho de café tem ainda a minha alergia (me sinto o monstro do lago Ness). Nesses momentos procuro mentalizar algumas coisas de utilidade indiscutível que poderiam me deixar francamente mais feliz.Tipo um porco fosforescente. Também gostaria de uma roupa de amianto, pra usar no verão de Porto Alegre. Um verniz invisibilizador, como o do Chapolim. Eunucos. Unhas de Freddy Krueger. Um desativador instantâneo de portas detectoras de metal nos bancos. Um kit de bonequinhos de vodu haitiano legítimos (feitos com autêntica terra de cemitério), acompanhados por um jogo de alfinetes de grosso calibre. Um vale-abdução para descontar no reveillon 2006, quando uma grande rave com o Infected Mushroom na pista trance e Fabrício Picanha (ops, Peçanha) na de progressive house bombariam na nave, só pra vips.Coisas assim, primeira necessidade.

Wednesday, January 18, 2006

Justiça

Acredito, sinceramente, que pessoas que respondem a um "alô" ao telefone com a pergunta "quem?" vão arder nas chamas do inferno.
Se há justiça do lado de lá, vão mesmo.

Atualização

A amiga, me falando sobre traição hoje:
"...ainda bem que a gente não vem ao mundo com roleta. Imagina se aparecesse um painelzinho luminoso, no peito, com números? Pior, com números e a data da última atualização?"
Talvez reúna umas histórias pitorescas por aí (o material é farto, principalmente o que vem de onde jamais se imaginaria) e publique em "O que nós aprontamos e eles nem desconfiam". Uma obra muito didática, reveladora mas também totalmente anônima, já que não está nos planos passar o resto da vida sem pegar ninguém.

Tuesday, January 17, 2006

Rejeição

A rejeição é um sentimento que se manifesta das mais variadas formas.
Queda da imunidade é uma delas.
Comecei a escrever no blog domingo passado.
Na segunda o meu computador pegou vírus.

Metafísica

Hoje estava olhando pela janela e pensando: onde é que vão parar todos os guarda-chuvas perdidos?
Essa coisa de buraco negro deve ser mesmo verdade.


Esse mesmo buraco negro podia sugar aquelas meninas branquinhas, magrelas, com tatuagens nos braços, cabelos chanel preto escorridos, saia maria mijona , sapatinho de boneca e cara de tuberculosas. Alienígenas disfarçadas. Também poderia engolir os anos 80, e as festas anos 80 e as pessoas que promovem festas anos 80. Nada poderia ter sido mais cafona. Certo, tivemos The Cure, Chaves e a Formiga atômica, mas o preço a pagar foram ombreiras, calças clochard, Luiz Caldas, Bozo, penteados chitãozinho e o Playmobil, com seu cabelo igualmente horrível. Caro demais. Olho as minhas fotos com roupas dos anos 80 e a pergunta que me faço é a mesma de quando encontro um ex-namorado. Como pude sair com isso?

Sinais

Acordei (isso é pura força de expressão, sou a mulher que não dorme jamais) e recebi um sinal. Fui preparar o meu café e virei toda a jarra, com coador, pó e água quente, nas pernas e em cada minúsculo recôndito da cozinha, onde nem uma pulga entraria.
Este promete ser um dia de grande potencial criativo.
Mais tarde envio novas "bostagens".

Monday, January 16, 2006

"Suínos transgênicos brilham no escuro, garantem cientistas" - CP, 13/01/06

A Universidade Nacional de Taiwan divulgou ontem a criação de três porcos transgênicos verdes que brilham no escuro. O material genético deles foi misturado com o de uma água-viva. Os cientistas da universidade acreditam que o estudo irá ajudar a ilha chinesa a avançar na pesquisa de células-tronco.
Outros cientistas já haviam conseguido criar porcos parcialmente fosforescentes, mas os cientistas de Taiwan afirmam que esse caso é excepcional. 'Os nossos são os únicos no mundo verdes de dentro para fora. Até o coração e os órgãos internos são verdes', assegurou Wu Shinn-Chi, do Instituto e Departamento de Ciência e Tecnologia. A idéia é utilizar os porcos fosforescentes para estudar o combate a doenças humanas.

Set de electrohouse, recomendo: www.tecnosupri.com.br/danimix

Sonho de consumo: um porco fosforescente.


Fala sério, ia arrasar nas raves. Como diria Paco, é muito hype.

Sunday, January 15, 2006

Modernos instrumentos de tortura

O sentimentalismo

Fora quando se está apaixonado (e aí a breguice é condição instrínseca, questão de privação de sentidos, até eu já me peguei ouvindo Alejandro Sanz) é imperdoável. Me preocupo ao perceber que isso pode fazer parte do gosto “normal” de alguém (alguém que eu queira bem, é óbvio). Entra aí aquela gritaria desvairada da Whitney Houston, Celine Dion e outras maravilhas no estilo. No cinema, as piores referências, em ordem de gravidade, são: filmes de crianças arrancadas de suas mães por uma agressiva família adotiva, um pai ciumento ou avós manipuladores; filmes de famílias destroçadas pelo pai bêbado e espancador ou pela mãe que fugiu com outro cara; de casais separados por alguma doença sombria e fatal. Até filme de cadeia é melhor. No reino animal, baleias e golfinhos lideram, de longe, a lista dos mais chatos, seguidos pelos cavalos e macacos (exceto o macaco-zumbi de “Fome animal”). Em todos os outros casos, porcos, ratos e até baratas já renderam coisa melhor.

Modernos instrumentos de tortura

A magrinhagem

Sujeitinhos saídos de algum gueto real ou imaginário (sabe como é essa turma, sempre doida demais) certamente reservado a faixas etárias inferiores que mantêm comunicação com os demais em termos deselegantes como “cara” (esse é terrível entre mulheres, assim como a inflexão que termina em “alho” ou “aca”) ou “ta ligado” (com uma pronúncia muito particular). Escroto.“Tipo isso, tipo aquilo” também é pra matar. E aquela penca de adolescentes “ki ixcrevim axim”? Xô Satanás. Não agridam dessa forma a língua...um piercing nela dói bem menos.

Modernos instrumentos de tortura

A prolixidade

Prefiro que uma tela, escultura ou instalação desabe em cima da minha cabeça a receber um release sobre arte escrito pelo artista. Seria mais fácil assimilar o significado da obra. Nada pode ser mais prolixo, menos compreensível e, na maioria das vezes, presunçoso, do que um texto de artista advogando em causa própria.Os não-jornalistas certamente não captarão as dimensões do problema, mas uma coisa eu posso assegurar. Dói. Quando tudo o que se precisa é de “o quê, quem, quando, onde, como, porque” é simplesmente abominável tentar entender linhas e mais linhas de “o eu e o outro”, “subjetividade”, “atemporal”, “pseudo-alguma coisa”, “referencial”, “reinvencionismo”, etc, etc,etc. Então é aquela conversa de maluco que sai sabe-se lá de onde pra lugar nenhum e...ao final do release...onde é mesmo a exposição?

Modernos instrumentos de tortura

A iconoclastia

Tem coisas que me fazem pensar se a abolição de certos procedimentos condenados realmente valeu a pena. Por exemplo...quem foi o infeliz que resolveu colocar aquela suspeita gosma branca dentro dos salgadinhos do Armelin? Dizem que é requeijão, mas tenho minhas dúvidas e, na dúvida, prefiro não arriscar. Melhor, não arriscar mais, porque já tive o desgosto de morder um e encontrar o que, em tese, deveria ser cremoso, mas passado o período que compreende a retirada do forno e a entrega a domicílio, a gosma se solidifica e já não dá pra saber direito do que se trata, até a remela do padeiro pode ser, pra não dizer coisa pior. Se “requentar” então, Jesus. E fazer isso com os tradicionais risolis e “cocretes” só pode ser coisa de herege. Sou do tempo dos salgadinhos seguros.



"Escreve. Mesmo que seja besteira, escreve. Nem que seja só pra criar o hábito", disse mil vezes meu tio Nando.

Enfim, a terapia tá cara (e lá se vão dez anos sem grandes avanços), toda a farmacopéia disponível já foi testada e eu continuo do mesmo jeito. O que também já não incomoda mais tanto, afinal, os amigos que eu queria ter já tenho - 90% deles são os mesmos há quase 20 anos, estão muito bem, obrigada, me suportam e me bastam - e, convenhamos, eu nunca perdi muito tempo tentando agradar ninguém. E família acaba tendo que engolir a gente de uma ou de outra forma, nem que seja só pra não ficar chato e pouco cristão.
Para cada coisa que eu gosto existem outras 1.532 que me irritam profundamente. Posso morrer do coração ou somatizar todos esses sentimentos e acabar "fazendo um câncer", como diriam alguns médicos por aí. Honestamente, se pudesse escolher, preferiria a primeira opção, rápida e limpa, sem incomodar ninguém e sem ser incomodada também.
Então resolvi aproveitar essa coisa moderninha (mas nem tanto) de blog pra sentar a lenha em tudo o que desaprovo, talvez elogiar alguma coisa uma vez por mês (escolherei a dedo) e refrescar um pouco a cabeça. Acredito que poucos se interessarão em ler, o que é ótimo pra mim, já que geralmente as pessoas que concluem a leitura de um texto, seja ele qual for, têm a detestável presunção de achar que o autor espera uma crítica, alguma reação, boa ou má, aquela coisa de "compartilhar impressões", trocar experiências, e blábláblá.
Não é, definitivamente, o meu caso.
Se alguém, entretanto, quiser postar alguma coisa no meu blog, sinta-se à vontade, longe de mim reprimir manifestações de qualquer natureza. Após receber a colaboração, caso eu concorde com a idéia, ela venha de encontro aos meus interesses e eu simpatize com o autor, democraticamente permitirei que aqui conste.
Também posso aproveitar o espaço pra reativar meus roteiros trash (providenciar a conclusão de "O ataque do homem abóbora" e captar investidores para "O fogão maldito"), identificar um pastor eficiente para comandar o rebanho da igreja que pretendo fundar (dinheiro é bom, fiéis também) e negociar algumas conhecidas (as amigas não) encalhadas a preços módicos.

Saturday, January 14, 2006

tragam-me a cabeça de João Batista!!!!!!