Modernos instrumentos de tortura
A prolixidade
Prefiro que uma tela, escultura ou instalação desabe em cima da minha cabeça a receber um release sobre arte escrito pelo artista. Seria mais fácil assimilar o significado da obra. Nada pode ser mais prolixo, menos compreensível e, na maioria das vezes, presunçoso, do que um texto de artista advogando em causa própria.Os não-jornalistas certamente não captarão as dimensões do problema, mas uma coisa eu posso assegurar. Dói. Quando tudo o que se precisa é de “o quê, quem, quando, onde, como, porque” é simplesmente abominável tentar entender linhas e mais linhas de “o eu e o outro”, “subjetividade”, “atemporal”, “pseudo-alguma coisa”, “referencial”, “reinvencionismo”, etc, etc,etc. Então é aquela conversa de maluco que sai sabe-se lá de onde pra lugar nenhum e...ao final do release...onde é mesmo a exposição?


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