Modernos instrumentos de tortura
O sentimentalismo
Fora quando se está apaixonado (e aí a breguice é condição instrínseca, questão de privação de sentidos, até eu já me peguei ouvindo Alejandro Sanz) é imperdoável. Me preocupo ao perceber que isso pode fazer parte do gosto “normal” de alguém (alguém que eu queira bem, é óbvio). Entra aí aquela gritaria desvairada da Whitney Houston, Celine Dion e outras maravilhas no estilo. No cinema, as piores referências, em ordem de gravidade, são: filmes de crianças arrancadas de suas mães por uma agressiva família adotiva, um pai ciumento ou avós manipuladores; filmes de famílias destroçadas pelo pai bêbado e espancador ou pela mãe que fugiu com outro cara; de casais separados por alguma doença sombria e fatal. Até filme de cadeia é melhor. No reino animal, baleias e golfinhos lideram, de longe, a lista dos mais chatos, seguidos pelos cavalos e macacos (exceto o macaco-zumbi de “Fome animal”). Em todos os outros casos, porcos, ratos e até baratas já renderam coisa melhor.


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