Eu simplesmente não sei onde as pessoas estão querendo chegar com essa estupidez de subtítulos, coisa mais insuportável. Não sei o que é pior, se é em livro, filme ou peça. Mas cada vez mais tenho certeza de que cada vez menos vou ler ou assistir a qualquer porcaria pretensiosa que proponha subtítulos, e nem me interessa se são bons ou não. Meu HD já está suficientemente ocupado pra acumular mais lixo. Tipo um ciclo de cinema que tem "Soy Cuba - O mamute siberiano" e "O sol - Caminhando contra o vento". (Não, caro amiguinho novo, teu filme não entra nessa lista porque possibilita um saudável decepamento que de forma alguma influi negativamente no conjunto da obra). O tal "Soy Cuba..." não pode simplesmente se chamar "Soy Cuba" porque é baseado em um documentário resgatado na década de 90 e que se chamava..."Soy Cuba". Então lá vem o tal "Mamute siberiano", que, em suma, não diz absolutamente nada, vai ver o diretor é que é um mamute e o filme é autobiográfico. Já "O Sol - Caminhano contra o vento" poderia se chamar apenas "O sol" ou somente "Caminhando contra o vento", mas agora parece que é muito engraçadinho colocar travessões nos títulos. E esses só só dois entre milhares de exemplos que não me ocorrem agora porque tenho coisa melhor pra pensar e porque me irritam profundamente também. É tudo muito paradoxal, essa prolixidade cansativa ao mesmo tempo que outros "setores" que ditam "tendências" (ui, chorei...piscinas) pregam o minimalismo. Pior ainda são os sacanas que intercalam os títulos com "ou", sugerindo que o infeliz - ou idiota -, do leitor - ou espectador, tem a liberdade de escolher entre o que lhe parece mais conveniente. Uma farsa ultrajante. Tipo "O Namorador ou a Noite de São João", "Crônica Marciana ou A Explicação da Guerra", só pra citar os que achei em busca rápida no google, porque os releases de peças teatrais (e quanto mais chinelo o grupo mais delirante o ego) já não tenho mais, mas juro que um dia farei um apanhado e publicarei sob o título "Sobre como um zé-ruela, além de medíocre, pode ser ridículo" ou A apoteótica perda de noção dos que eu costumo classificar como seres de poucas luzes". Talvez num acesso de extrema crueldade eu ainda opte pelo e/ou. Em resumo, tudo isso é um saco e eu nem deveria ter saído da cama hoje.