Friday, January 26, 2007

Verdades

Já perdi um computador por causa de flores virtuais. Hoje uma colega comentou, com brilho nos olhos coitada, que havia recedido um cartão virtual "muito meigo", mas que não conseguia achar em lugar algum o endereço da delicadíssima pessoa que o havia enviado. Tive que lembrá-la, com pesar, de algumas verdades fundamentais. Homens não mandam mais flores, e isso inclui as virtuais, que são de graça. O romantismo acabou. E alegria de pobre é vírus.

Saturday, January 20, 2007

Seres de poucas luzes

Eu simplesmente não sei onde as pessoas estão querendo chegar com essa estupidez de subtítulos, coisa mais insuportável. Não sei o que é pior, se é em livro, filme ou peça. Mas cada vez mais tenho certeza de que cada vez menos vou ler ou assistir a qualquer porcaria pretensiosa que proponha subtítulos, e nem me interessa se são bons ou não. Meu HD já está suficientemente ocupado pra acumular mais lixo. Tipo um ciclo de cinema que tem "Soy Cuba - O mamute siberiano" e "O sol - Caminhando contra o vento". (Não, caro amiguinho novo, teu filme não entra nessa lista porque possibilita um saudável decepamento que de forma alguma influi negativamente no conjunto da obra). O tal "Soy Cuba..." não pode simplesmente se chamar "Soy Cuba" porque é baseado em um documentário resgatado na década de 90 e que se chamava..."Soy Cuba". Então lá vem o tal "Mamute siberiano", que, em suma, não diz absolutamente nada, vai ver o diretor é que é um mamute e o filme é autobiográfico. Já "O Sol - Caminhano contra o vento" poderia se chamar apenas "O sol" ou somente "Caminhando contra o vento", mas agora parece que é muito engraçadinho colocar travessões nos títulos. E esses só só dois entre milhares de exemplos que não me ocorrem agora porque tenho coisa melhor pra pensar e porque me irritam profundamente também. É tudo muito paradoxal, essa prolixidade cansativa ao mesmo tempo que outros "setores" que ditam "tendências" (ui, chorei...piscinas) pregam o minimalismo. Pior ainda são os sacanas que intercalam os títulos com "ou", sugerindo que o infeliz - ou idiota -, do leitor - ou espectador, tem a liberdade de escolher entre o que lhe parece mais conveniente. Uma farsa ultrajante. Tipo "O Namorador ou a Noite de São João", "Crônica Marciana ou A Explicação da Guerra", só pra citar os que achei em busca rápida no google, porque os releases de peças teatrais (e quanto mais chinelo o grupo mais delirante o ego) já não tenho mais, mas juro que um dia farei um apanhado e publicarei sob o título "Sobre como um zé-ruela, além de medíocre, pode ser ridículo" ou A apoteótica perda de noção dos que eu costumo classificar como seres de poucas luzes". Talvez num acesso de extrema crueldade eu ainda opte pelo e/ou. Em resumo, tudo isso é um saco e eu nem deveria ter saído da cama hoje.