Tuesday, April 25, 2006

Ressurreição

Depois de ser linchada verbalmente por Bebê, Satélite e Espectro, e abandonada pelos comparsas Nego Neco, Carrie, a estranha, e Rogs (a vida é assim mesmo, quando se está por baixo é que se vê quem são os amigos de verdade, seus pulhas), estou começando a tomar noção das coisas. Em resumo, já percebi que ninguém está nem aí para os meus dramas pessoais, se eu tenho duende em casa ou não, se Exterminator é espada ou não, pra minha insônia, egofragmentação, delírios persecutórios e degustações de placenta. Bebê disse que está na hora de acabar com essa choração de miséria e Espectro me lembrou que planeja seu suicídio desde que nasceu e que, se ninguém deu a mínima pra isso até agora, sendo ele quem é (o onipresente, a aparição, o vulto) que dirá pra mim, que sou só "um bostaurus, uma draga, um triturador de lixo". Então me declaro temporariamente fora da área de cobertura a fim de planejar uma ressurreição em grande estilo, à minha altura, acho até que um dia ainda irão guardar num Vaticano-tabajara o lençol que usei durante esses dias e anunciar numa redoma de vidro algo tipo assim: "O santo sudário da Noiva do Re-animator". Barbie mutante, minha flatmate, finalmente dará vazão às suas tendências megalomaníacas e satisfará sua fúria consumista saqueando o Vaticano-tabajara e vendendo pedacinhos do meu santo sudário pra comprar sapatos da Datelli, mas isso já é outro assunto e se ela vai arder nas chamas do inferno o problema obviamente não é meu. Por enquanto fico em off (isso quer dizer: não esperem novos posts, farei apenas a manutenção dos já constantes aqui), curtindo as férias no vácuo, tipo o Marcos Pontes, primeiro astronauta brasileiro e que não fez pôrra nenhuma lá em cima, só riu (daria um ótimo filme, algo como "Uma hiena no espaço")*. Tô vazando então, mas prometo um retorno breve (não vai ser em três dias como o de Cristo, vou aproveitar o findi antes de voltar) mas lá pelo começo da próxima semana retorno pra narrar (em novo formato, tô fazendo o story-board) o imperdível "O exorcismo do Bebê de Rosemary", pedir minha canonização e lançar a plataforma eleitoral de Espectro, que a partir de agora atende como O Bispo Farsan.


*Contos malignos tem uma versão ótima, o link tá ali no canto.

Sunday, April 23, 2006

Canudinho

Mais uma noite cubana no Sierra e, como eu previa, nos divertiríamos muito em meio à fumaça dos charutos, ouvindo "De camino a la vereda", "Represent" e "A lo cubano" agarradas às cumbucas de canchanchara, mojitos e daiquiris. Claro que avisei aos bailarinos locais que, caso estivessem interessados em me tirar pra dançar que o fizessem logo, porque depois que eu bebo estranhamente o meu par começa a ser conduzido em movimento circular uniforme, pra um pouco mais tarde vazar pela tangente em movimento retilíneo uniforme, o que não costuma ser muito agradável. Finalizada a sessão - dessa vez prestigiada também por outros membros do bando* - passamos eu e Bebê, pequeno súcubo do demônio, à diversão bizarra na subcrosta, com o show do Bonde do Rolê ("então assopra, assopra, assopra o meu saco") no Beco, o reduto das bichas-Puma, garotas Playmobil e belos espécimes masculinos (aparentemente de verdade) que maquiam os olhos melhor que eu. Quando pouco antes de iniciar o show começamos a ouvir, incrédulas, "Extasy, Esta no" (ou coisa do gênero, não sei como se escreve), além de 2Unlimit e DJ Dero, sentimos que a noite seria forte e repleta de revelações. Meu vocabulário se expandiu expressivamente, coisa pra fazer o Pazuzu (demônio que possui as vítimas em "O exorcista") me pedir dicas. Mais tarde, muitas emoções no fumoir onde sofás cabeludos, paraíso dos ácaros, testemunhariam "A Vingança de Bebê", que mostrou a uma presa sua com quantos paus se faz uma canoa. Depois disso foi só alegria, comemorações no MacDonalds da Silva Só, aquele playground de bêbados, parquinho dos pudins de cachaça, às 5h30min da manhã. Tudo ia bem até que uma dupla de retardados, o Jamanta e o Slot, na mesa em diagonal, resolveu apostar que as mulheres se apaixonam perdidamente por caras que lhe arremessam batatas fritas na cabeça. Depois de tomarmos uma, duas, cinco, seis, nos cabelos e sobre a mesa, resolvemos devolvê-las na mesma medida e o MacDonalds virou um ringue de gordura transaturada. Suspeito que já não sejamos mais tão bem-vindas por lá. De resto tive mais um dos meus episódios agudos de insônia (como eu já disse aqui, sou a mulher que não dorme jamais) e saí vagando como um zumbi, atormentando todos os meus potenciais fornecedores em busca da substância sagrada, a salvação química, o maná em caixinhas, nesse caso qualquer coisa que termine em "zepam". Àquelas alturas lembrei do Tom Cruise, que disse à imprensa que queria comer a placenta do filho porque "devia ser nutritiva". Pois ontem se me dissessem que placenta faz dormir eu sugava uma inteira e usava o cordão umbilical de canudinho.

*ver www.bebederosemary.blogspot.com e www.sateliteabduzido.blogspot.com

Thursday, April 20, 2006

Triturador

Espectro zombou, zombou e zombou, mas bem que já devia estar imaginando que aquele triste episódio de dominação não ficaria por isso mesmo. Impressionável que é, ficou com medo de mim na noite de terça, um pouco antes de Barbie Mutante servir o jantar. Achou que seria devorado. Diz ele que nunca viu coisa igual, que eu sou um "bestaurus" (parece que é uma espécie de boi que come tudo o que vê à volta, quase tantos quilos de comida quanto o peso dele mesmo). Também me sugeriu uma nova alcunha, "triturador de lixo", já que não se sabe onde toda essa comida vai parar. E eu ainda convalescendo da avalanche, com os músculos moídos. Coloquei o assustado Espectro pra lavar a louça, e, enfim, descobri uma boa utilidade pra ele, que ultimamente está em surto psicótico com delírios grandiloqüentes mediante a possibilidade de, um dia, vir a se tornar um pastor. Olha o bispo Darlan, pastor Edson, pastor Salem na televisão e consegue vislumbrar um futuro brilhante na casa de Deus. Claro que já lhe lembrei do detalhe de que é ateu, mas parece que isso não faz a menor diferença. Os discursos, aos berros, nos meus ouvidos, continuam os mesmos, e são tantos impropérios que penso seriamente em lhe comprar uma Bíblia, ao menos aquela verborragia toda terá algum nexo. Parece que a cisão no grupo está com os dias contados, ele e Bebê já manifestaram a disposição para voltar a dividir o mesmo planeta (explico: haviam se desentendido, sabe como é, os gênios tem dessas coisas, guerra de egos, fogueira de vaidades). Hoje acho que consigo, enfim, desopilar. É dia de ver o Bonde do Rolê no Beco. Vamos lá, eu e Bebê de Rosemary, degustar Cohybas ao som do "Melô do vitiligo", Funk da esfiha" e da "Dança da ventoinha" e fazer gracinhas pro diabo.

Monday, April 17, 2006

Avalanche

Final de semana difícil esse. Exterminator não mostrou a que veio, discutimos a relação, ele chorou um bocado, ameaçou com suicídio, nos desentendemos e, resumo...perdi o namorado e me sobrou o duende. Acho que ele é meu carma. Pelo menos uma coisa ficou muito clara pra mim: a partir de agora só me envolvo com alguém que seja mais macho que eu. O que quer dizer que há uma grande probabilidade de eu morrer só. Também ando tendo provas incontestáveis da minha impopularidade, já que antes da mudança de Barbie Mutante a campainha tocava aqui uma vez por mês, coisa assim. Agora, de repente, é um entra e sai, e as pessoas parecem francamente motivadas para essas visitas, acredito que mais ainda caso suspeitem que eu possa, um dia, remotamente, conseguir a fórmula do verniz invisibilizador (do Chapolim) e aplicá-lo. Em mim. Exterminator já era um homem de poucas palavras, e, sem ele, a coisa só podia mesmo piorar. Então encontrei uma maneira interessante pra passar o tempo na última tarde de sábado, nublada e triste, que é falar com as solícitas mocinhas da Brasil Telecom, às 15h para pedir a troca do plano telefônico e às 15h15min pra reverter o mesmo pedido. Sei tudo sobre planos de adesão, protocolos, taxas, pulsos e está quase nascendo uma operadora de telemarketing em mim (se não pode matá-los, junte-se a eles). Enfim, são todas meninas muito educadas, e aqueles intermináveis menus de opções ainda garantem mais um bom tempo de distração. Também é bom pra quem acabou de colocar piercing na orelha e precisa aquecer a área pra aumentar a irrigação sangüínea (se a orelha vai cair depois, podre pela sujeira do fone, aí são outros 500). Ao menos o domingo valeu a pena, fui arremessada duas vezes do alto das arquibancadas da geral no Olímpico, em meio à torcida Alma castelhana, nas comemorações dos gols contra o Corinthians. A tal "avalanche." Um espetáculo, cerveja vertendo da arquibancada superior em direção à minha cabeça, a manada correndo em peso contra as grades, gente pisoteada, cotoveladas, fumaça de churrasquinho de gato e o pau comendo na banda, com hits do tipo "macacada filha da ...chupa a ... e dá o ... ". Meu irmão ainda disse que eu não me preocupasse. "Caso te arrastem, esmaguem e pisoteiem lá embaixo deixa que depois te junto, pintinho amarelinho". O que me deixou absolutamente tranqüila. Inclusive começo a repensar as minhas prioridades nos finais de semana a partir de agora, principalmente depois que vi essas cenas no Globo Esporte. Avalanche é o que há.

Thursday, April 13, 2006

Exterminator

Agradeço muitíssimo o carinho e a compreensão dos amigos nesse momento de dificuldade que passo. Nem sei como agradecer, fico até constrangida com tantos cuidados e atenções. Recebi centenas de manifestações de apoio, entre elas um telefonema de uma empresa especializada em capturas de duendes, oferecendo um pacote VIP cortesia. "Prometemos caçá-lo, torturá-lo, obrigá-lo a devolver os itens subtraídos e eliminá-lo mediante cremação", garantiu o diretor. Também um representante da Havaianas ligou garantindo que me envia outro par daquela limited edition que eu tinha. Cobertores e alimentos não-perecíveis não páram de chegar, caso o estrupício resolva trazer a família pra passar o inverno na minha casa comendo às minhas custas. E hoje recebi flores no trabalho com um delicado cartão me assegurando que os duendes se sentem muito atraídos por elas e que poderiam ajudar na verdadeira cruzada que resolvi empreender contra meu desafeto (ele está encabeçando a minha lista negra, e olhem que tive de tirar uns cinco ou seis que estavam empatados lá em cima, no corredor da morte). Dizia o Chapolin que os duendes adoram "água de Jamaica", só que enquanto eu não descubro o que é a tal "água de Jamaica" isso pouco adianta. Mas agora as coisas devem se acalmar porque descobri que estou apaixonada (sim, a noiva sucumbiu a esses sentimentos menores que só levam o ser humano à ruína, ainda bem que eu não sou humana). Taí a foto, e algo me diz que, daqui pra frente, o duende está com os dias contados. Pra falar a verdade, ontem já devolveu o pé da minha havaiana verde-musgo com dourado, que encontrei em meio às roupas, o que me leva a acreditar que ainda por cima há uma conspiração invisível entre o duende e o monstro do armário. Agora eles vão ter de acertar contas com meu namorado, o Exterminator (é, traí o Re-animator, não andava dando conta do recado e eu já tô de saco cheio desses neguinhos meia-boca), esses...esses...esses...pulhas. A vida é assim, quem não faz, leva. E quem faz também.

Tuesday, April 11, 2006

Perneta

Muito provavelmente perderei os poucos leitores que tinha depois de publicar ali embaixo dois dos hinos da geral gremista (não são de minha autoria, que isso fique bem claro) mas não vem ao caso agora, talvez seja melhor assim. Estou muito, muito preocupada com outra questão, infinitamente mais importante, que é a de me surpreender encurralada em minha própria casa. Porque uma coisa é dividir o CEP com alguém que nos é familiar, outra coisa são essas imposições da vida que ocorrem por razões que a própria razão desconhece. O caso é que atualmente divido meu apartamento com um duende. Eu não sei onde ele se esconde e é até melhor não saber. Melhor pra ele. Só que além de morar de graça o infeliz é um ladrãozinho, mão-leve, folgado, e eu me sinto alvo dessa mísera criatura que há algum tempo vem me tirando do sério com travessuras. Porque ele some com as minhas coisas (não sei se engole, joga pela janela ou é permissionário de algum buraco negro) e o que me deixa absolutamente raivosa é que, na maioria das vezes, leva uma só: um dos brincos, um pé de meia, um pé de sapato. Talvez trate-se de um duende perneta. A última foi sumir com o pé direito das minhas havaianas novas, verde-musgo com dourado, que eram um luxo. Daí fui até o armário em busca das havaianas velhas e, novamente, o pé direito delas havia sido surrupiado. Acabei passando o domingo com um pé de havaianas e outro com um chinelo de paetês, de salto, com raiva mas disposta a peitar o desgraçado (nánánánáááá). Minhas amigas riram um bocado às minhas custas, insistem que o duende não está nem aí pra mim, que não vai devolver coisa nenhuma e que fazê-las passar vergonha não traria meu chinelo de volta, mas, pra mim, a coisa agora é questão de honra, de moral. Ele não vai me levar à loucura. Sei muito bem que é o responsável, inclusive, pelas vezes em que fiquei do lado de fora porque "perdi" a chave, saí de calça porque a saia "desapareceu" (ainda por cima é ciumento, o cretino) ou que tomei chuva na cabeça porque "sumiu" a sombrinha. E quando o Norman persegue sombras imaginárias nas paredes não é porque ele é um gato autista, e sim porque consegue pressentir, com o sexto sentido que só os gatos têm, a presença do larápio. Só posso mandar um recadinho pra esse "pulha", como diria nosso (agora nem tanto) amigo Nego Neco: a inveja é uma merda.

Monday, April 10, 2006

Saudações tricolores

Somos campeões do mundo
da Libertadores também
chora macaco imundo
tu nunca ganhou de ninguém
Somos a banda mais louca
a banda louca da geral
a banda que corre os macacos do Internacional


Atirei o pau no Inter
E mandei tomar no ...
macacada filha-da-...
chupa a ... e dá o ...
Ei, Inter, vai tomar no ...
Olêêê, Grêmio, Olê, Grêmio....

Tuesday, April 04, 2006

Fome

Bem que tentei me manter firme no propósito de me alimentar de luz, mas meus ancestrais selvagemente carnívoros (meu sangue é do tipo O e, segundo a "dieta do tipo sangüíneo" - uma picaretagem muito divertida que andei descobrindo - era o mesmo do tiranossaurus rex) não abrem mão de mim. Então tenho mantido meus 48 ou 49 quilos em 1m65cm às custas de umas dez refeições diárias que me são absolutamente necessárias (e quem me conhece pessoalmente sabe, em privação alimentar excedente a duas horas passo a representar sérios riscos a outros seres humanos, a animais, à mobília, eletrodomésticos, roupas de cama, objetos decorativos, material de limpeza, calçados ou o que quer que esteja à minha volta). Sei disso porque quando tenho aula pela manhã e a cantina tá fechada começo a enxergar meus colegas de uma forma indisfarçavelmente estranha, com uns olhos esbugalhados, acho, e no momento seguinte até o pé de cadeira tá valendo, já posso me imaginar como um castor desgovernado, agachada roendo tudo com um filete de baba no canto da boca. Ou como um langolier, aquelas incríveis piranhas voadoras de "Fenda no tempo", do Stephen King. Hummm...depois a turma inteira cravada em um espeto giratório e com maçãs na boca. A minha mãe tem medo da minha fome. Pra outros já sou carinhosamente conhecida como "O boi". Ou seja, que ninguém jamais ouse me oferecer sociedade em um negócio gastronômico porque é falência na certa. O que mais tarde pode significar canibalismo. Fácil, fácil.

Talento

Mais um caso daqueles em que a criatura supera o criador. A menina aí abaixo se desenvolveu normalmente, em um lar repleto de amor, compreensão, diálogo e empregadas domésticas (o que é definitivo na formação de uma personalidade, sei pela minha, quase tive ama-de-leite), estudou em bons colégios, fala outros idiomas, sabe se vestir conforme a ocasião, faz trabalho voluntário, usa os talheres perfeitamente e até aprendeu a rezar um dia. Pois esse ser aparentemente tão adorável vem demonstrando toda a sua capacidade mimética nas mais diferentes situações, e, como disse Espectro, outra cabeça do Movimento (nos revezamos na orientação das ovelhas) anda galgando posições elevadas em nossa hierarquia. "Mais um cérebro privilegiado a serviço do mal", identificou ele. Nos últimos dias pudemos acompanhar o ápice de sua performance e chegar à conclusão de que Maria Padilha (essa mesma, a entidade) é socialite perto dela e deve até estar se sentindo a última das criaturas, nem desce mais nos terreiros porque tem vergonha. Pois o nosso pequeno e malévolo Bebê de Rosemary, sempre tão embrenhado em seus iPods, laptops, palmtops e tudo o mais que for top é capaz de discorrer longamente sobre as peculiaridades da uva de determinada região européia com a qual foi produzida a safra 2002 do Brunello de Montalccino com a mesma espontaneidade com que simula gestos obscenos para os transeuntes, defuma todo um ambiente com seus robustos Cohybas n. 3 e se deleita constrangendo a torcida do Internacional (clube do qual é sócia) nos Gre-nais com seu vocabulário impublicável. Depois de chocar centenas de pessoas em um aniversário no baixo Bronx, sexta à noite (em que ela dançava certamente possuída por algum espírito vodu, girava a cabeça 360 graus sobre o pescoço e ameaçava a integridade física dos outros com suas incandescentes cigarrilhas Crème Café) amanheceu no domingo resolvida a procurar um rito de purificação. Daí esse serzinho que freqüentou o curso do padre Quevedo - "Fenômenos paranormais no eczistem" - e acabou ganhando (mais um) inimigo porque ele não conseguiu hipnotizá-la (e isso é verdade) amanheceu entre gourmets no cursinho privê que Claude Troisgros ofereceu para uma panelinha que freqüenta a Gourmandisse e que, pra muitos, deveria queimar no fogo do inferno. (O que pra ela não seria de forma alguma um problema, inclusive parece que as próximas férias da menina serão por lá, ostentando seus tic-tacs cor-de-rosa em meio ao fogo que intensificará o tom dourado de seu cabelo). Pra encerrar o processo de elevação espiritual, baldes e mais baldes de champanhe, blasfêmias e exconjurações que duraram quase a madrugada inteira. E vá-lhe pedra na cruz, forca no santo e cuspe na mesa da santa ceia. Diz ela que é tudo em nome da tese (sim, trata-se de uma parasita acadêmica de alto padrão). A genialidade tem dessas coisas mesmo.