Plano

OBS: isso já era pra constar aqui ontem, mas o blogger começou a dar umas babadas e desisti. O relato completo da experiência vem depois, quando eu me recuperar da catatonia. Poderia apenas adiantar que Espectro teve uma revelação ao se descobrir irremediavelmente seduzido por uma mãe-de-santo ("a bunda da Saionara me fez rever meus conceitos", disse ele). Eu, segundo ela, sou "mulher do vento", o que ainda não sei se é bom ou ruim. Até breve.
16/03/06 - O tempo era realmente curto e passou voando. De volta ao posto, após as férias, com o espírito de porco renovado. O grand finale da tragédia toda, depois de tirar oito tubos de sangue de manhã (perguntei à moça do laboratório se quem sabe não se tratava de uma sangria, recomendada por um médico sádico, ela respondeu com um sorrisinho confuso) foi virar a noite derradeira lendo "O doce veneno do escorpião" (claro que não me contive e, lá pela 50ª página "normal" violei o lacre das páginas negras para ler as "Histórias proibidas de Bruna Surfistinha"). Literatura de primeiríssima qualidade, sem falar que a primeira conclusão a qual ela chega, nas tais páginas, eu já sabia sem nunca ter compartilhado do métier. Mais uma prova de meus dons mediúnicos. Encerrada a leitura, tive a sorte de rever, por acaso, o clássico episódio "Obsessão do carrasco", no filme "Lendas do além-túmulo" ( "Tales from the crypt", no original). Passou ontem na TV, e é o que há, com aquela caveirinha divertida rogando pragas pro telespectador. É o que eu chamo de filme de arte; a gente dorme de alma lavada. Minhas aulas pela manhã começaram, na segunda e quarta, o que significa que qualquer remota possibilidade de diversão nas terças à noite acaba de ser extinta. Fora o fato de que um dia desses ainda terei de me dedicar à aquisição da tal Habilitação A, já que o pessoal do Detran parece que não anda muito inclinado a dar carteiras pras moças apenas mediante a exibição da dança da motinha. Suportei com razoável bom humor as gracinhas de colegas a respeito de minha bolsa-poodle cor de rosa e, à noite, mais uma incursão pelo submundo está prevista. Desta vez invadiremos, sem aviso prévio,o território de minha amiga Satélite, não porque tenhamos qualquer afinidade com o ritmo, o lugar, as pessoas, etc, afinal, como diz o nosso sábio amigo Espectro, "eu não gosto de nada e eu não gosto de ninguém", e esse é exatamente o caso aqui. Apenas (e somente por esse motivo) para tentar nos chocar com alguma coisa e testemunhar o terror naqueles grandes olhos castanhos. Sim, porque ela tem verdadeiro pânico de nos ver por lá (teme que a façamos passar vergonha, o que, de fato, é mais da metade do plano).


1 Comments:
poxa...fiquei comovida com este relato... realmente fiquei preocupada... passado é passado. Foi uma experiência marcante.
Wednesday, April 26, 2006
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